O uso regular desta motocicleta para o deslocamento casa x trabalho é realmente muito satisfatório. Não tenho mesmo do que reclamar sobre o conforto, estabilidade e questões similares. É fato que não sou um grande avaliador no assunto, mas posso afirmar que para as minhas necessidades ela se mostra uma excelente opção.
Rodo diariamente pelo menos 65 quilômetros. Os primeiros 30, 35 kms acontecem às sete da manhã e são feitos na orla marítima de Salvador. Um belo visual com vento e areia. Velocidade média de 78Km/h feitos em aproximadamente 25 minutos. Pista constantemente irregular com diversos "remendos" e alguns buracos. Chego ao trabalho muito bem, sem dores ou tensões. A moto se comporta muito bem no trajeto. Parado nos sinais não sou o primeiro a sair entre as motos e demoro um pouco para atingir os 70km/h permitidos pela via.
Até o momento, a velocidade máxima obtida pela moto foi de 90km/h cravados. Passei disso em duas oportunidades, em pequenos declives mas não acredito que seja uma constante nem penso que algum dia ela possa render os 150km/h vistos em vídeos no Youtube.
Com garupa ela rende da mesma forma. Sente um pouco o peso de dois passageiros nas arrancadas, mas nada que seja um problema para uso urbano. Com carga total de 153 quilos, ela se comporta de acordo com o prometido e o esperado para uma minicustom de 150 cilindradas. A posição do garupa é muito boa e minha namorada teceu vários elogios à pequena Mirage. O banco oferece uma boa postura em relação às pedaleiras e o encosto oferece um nível de conforto superior se comparado ao que encontramos em outros modelos de mesma cilindrada.
Ao passar em alguns inevitáveis buracos, ela se mostrou bastante robusta, não alterando curso, tonalidade do som ou irregularidades. Os pneus não são muito confiáveis, oferecem pouca aderência ao solo e não é difícil travar as rodas, de forma que o acionamento dos freios deve ser bastante cauteloso. Em chuva, os pneus obrigam o condutor a reduzir o ritmo de forma que qualquer deslise pode premiá-lo com um tombo bobo.
Quanto ao acionamento em dias de chuva, ela ainda não apresentou o corriqueiro problema de morrer e não voltar a funcionar e nem houve dificuldade em acioná-la pela partida elétrica sob forte chuva.
Em geral, o desempenho é bom.
Foram feitas duas revisões, mas apesar de uma avaliação positiva há de se ressaltar alguns problemas pontuais com a motocicleta.
Este é um blog independente e tem o objetivo apenas de registrar as minhas experiências com a Mirage 150.
sábado, 12 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Primeiras impressões
Moto emplacada, capacete de brinde na cabeça e um enorme engarrafamento na sete portas sentido Pituba. Este era o cenário do inicio de noite daquela quarta-feira, 31 de outubro de 2012 em Salvador. Montado em minha nova motocicleta, de frente para rua e com a Rota 66 já de luzes apagadas olhei para a avenida que me aguardava cheia de carros, apertei firme a embreagem, acionei a primeira marcha com o pé e soltei a alavanca tão forte que parecia um piloto de fuga entre os carros. Me enfiei em uma chamada "boca de lobo" que cabia um caminhão dentro e fui ziguezagueando por um corredor de oito carros aos berros de um "freteiro" em uma combi: "Ói minha porra, seu porra!".
Passados os oito carros, encontrei o equilíbrio apertando o freio dianteiro. De imediato me perguntei "Pra quê eu fui escolher esta zorra?". Nas arrancadas seguintes passei a ser bem mais cuidadoso. Andei mais uns 800 metros e encontrei um posto de gasolina. Parei e enchi o tanque. Neste momento estava com 3 quilômetros rodados. Foram 11,91 litros de gasolina comum que me custaram R$33,94. Olhei para a bomba e fazendo careta resmunguei "Que porra é essa? Roubo da zorra!". O espanto se deu por estar acostumado a encher o tanque com apenas R$12,00. Em contra partida, minha autonomia era de aproximadamente 190 quilômetros.
Ainda reclamando fiz o seguinte cálculo: "Na Internet eles dizem que andam 40 Km com um litro. Como a moto é nova, devo fazer uns 30. São 13 litros, então eu poderia andar ainda uns... 40 quilômetros... Que porra!".
Com este primeiro tanque, consegui rodar por 308km fazendo 35,24km/l até o marcador de combustível acusar a reserva. Eis aí um problema que eu só perceberia mais tarde. O marcador chega na reserva quando você tem mais de 40% de combustível ainda.
Tanque cheio... Vamos para a rua.
A moto já não saltava como na primeira arrancada, mas eu não me sentia seguro. Pensava ainda em todos os lados contra da minha escolha e em como seria difícil para mim deixar o capacete pendurado na moto quando estacionasse. Pior ainda, carregar tralha sem o espaço debaixo do banco seria impossível. A cidade ainda estava bastante congestionada. Aos poucos fui arriscando entrar no corredor. Achei muito complicado manobrá-la por conta do retrovisor, que em conjunto com o guidão a deixam muito larga. Lentamente eu ia avançando entre os carros parados.
Para mim, vencer o engarrafamento em horário de pico já era um lucro absurdo frente aos carros. Embora me locomovesse lentamente, pouco a pouco ganhava tempo e confiança em minha pilotagem.
Vencida a dificuldade em passar as marchas, eu ainda tinha dificuldade em saber em que marcha eu estava. Algumas vezes, no desespero de não atrapalhar o trânsito, acabei por sair de terceira, o que deve ser péssimo para a moto. Alguns semáforos à frente, comecei a sentir falta de um indicador de marchas pois, inevitavelmente eu tentava passar uma inexistente sexta marcha na Mirage. Às vezes a rotação do motor me traía e eu reduzia a marcha quando deveria aumentar... Enfim... Coisas que a experiência vai ajustando.
Ao chegar em casa, não estava convencido de ter tomado uma boa decisão. Pensei muitas vezes neste primeiro trajeto em vendê-la, mas nada era só ruim. A suspensão e a posição de pilotagem eram o ponto alto deste modelo. Desde o primeiro momento, senti que frente às outras 150 esta era a melhor opção. Cheguei em casa e decidi rodar um pouco mais para me familiarizar mais com a troca de marcha. Este passeio de 59 km foi pouco a pouco me aproximando da moto.
Fim do passeio, parei na garagem e fiquei olhando atentamente às suas linhas. A moto é muito mais estreita que minha antiga "gorducha", não fosse pelo conjunto guidão + retrovisores. Comecei a pensar nas modificações que eu teria que fazer. Em ordem, precisaria instalar um baú de pelo menos 28 litros e um para-brisa. Depois o protetor de motor, um conta-giros, marcador de marcha... Se eu continuasse a minicustom ficaria parecendo uma árvore de natal.
Após me familiarizar com a moto, cheguei à conclusão de que esta não seria a moto definitiva para mim, mas pelo que paguei somado ao que as outras 150 cilindradas ofereciam, sem dúvida era a melhor opção tanto em estilo, conforto e possibilidades de personalização.
O preço de revenda em nenhum momento me incomodou, muito menos o fato de ser Kasinski. O que me deixava inseguro era muito mais a minha habilidade como piloto do que as possibilidades que a moto me oferecia. Honestamente, estava ansioso para acordar no dia seguinte e ver como eu chegaria ao trabalho, como seria o percurso e como me comportaria na pista irregular entre Itapuã e Vilas do Atlântico. Minha maior preocupação era se eu chegaria no trabalho muito cansado.
Passados os oito carros, encontrei o equilíbrio apertando o freio dianteiro. De imediato me perguntei "Pra quê eu fui escolher esta zorra?". Nas arrancadas seguintes passei a ser bem mais cuidadoso. Andei mais uns 800 metros e encontrei um posto de gasolina. Parei e enchi o tanque. Neste momento estava com 3 quilômetros rodados. Foram 11,91 litros de gasolina comum que me custaram R$33,94. Olhei para a bomba e fazendo careta resmunguei "Que porra é essa? Roubo da zorra!". O espanto se deu por estar acostumado a encher o tanque com apenas R$12,00. Em contra partida, minha autonomia era de aproximadamente 190 quilômetros.
Ainda reclamando fiz o seguinte cálculo: "Na Internet eles dizem que andam 40 Km com um litro. Como a moto é nova, devo fazer uns 30. São 13 litros, então eu poderia andar ainda uns... 40 quilômetros... Que porra!".
Com este primeiro tanque, consegui rodar por 308km fazendo 35,24km/l até o marcador de combustível acusar a reserva. Eis aí um problema que eu só perceberia mais tarde. O marcador chega na reserva quando você tem mais de 40% de combustível ainda.
Tanque cheio... Vamos para a rua.
A moto já não saltava como na primeira arrancada, mas eu não me sentia seguro. Pensava ainda em todos os lados contra da minha escolha e em como seria difícil para mim deixar o capacete pendurado na moto quando estacionasse. Pior ainda, carregar tralha sem o espaço debaixo do banco seria impossível. A cidade ainda estava bastante congestionada. Aos poucos fui arriscando entrar no corredor. Achei muito complicado manobrá-la por conta do retrovisor, que em conjunto com o guidão a deixam muito larga. Lentamente eu ia avançando entre os carros parados.
Para mim, vencer o engarrafamento em horário de pico já era um lucro absurdo frente aos carros. Embora me locomovesse lentamente, pouco a pouco ganhava tempo e confiança em minha pilotagem.
Vencida a dificuldade em passar as marchas, eu ainda tinha dificuldade em saber em que marcha eu estava. Algumas vezes, no desespero de não atrapalhar o trânsito, acabei por sair de terceira, o que deve ser péssimo para a moto. Alguns semáforos à frente, comecei a sentir falta de um indicador de marchas pois, inevitavelmente eu tentava passar uma inexistente sexta marcha na Mirage. Às vezes a rotação do motor me traía e eu reduzia a marcha quando deveria aumentar... Enfim... Coisas que a experiência vai ajustando.
Ao chegar em casa, não estava convencido de ter tomado uma boa decisão. Pensei muitas vezes neste primeiro trajeto em vendê-la, mas nada era só ruim. A suspensão e a posição de pilotagem eram o ponto alto deste modelo. Desde o primeiro momento, senti que frente às outras 150 esta era a melhor opção. Cheguei em casa e decidi rodar um pouco mais para me familiarizar mais com a troca de marcha. Este passeio de 59 km foi pouco a pouco me aproximando da moto.
Fim do passeio, parei na garagem e fiquei olhando atentamente às suas linhas. A moto é muito mais estreita que minha antiga "gorducha", não fosse pelo conjunto guidão + retrovisores. Comecei a pensar nas modificações que eu teria que fazer. Em ordem, precisaria instalar um baú de pelo menos 28 litros e um para-brisa. Depois o protetor de motor, um conta-giros, marcador de marcha... Se eu continuasse a minicustom ficaria parecendo uma árvore de natal.
Após me familiarizar com a moto, cheguei à conclusão de que esta não seria a moto definitiva para mim, mas pelo que paguei somado ao que as outras 150 cilindradas ofereciam, sem dúvida era a melhor opção tanto em estilo, conforto e possibilidades de personalização.
O preço de revenda em nenhum momento me incomodou, muito menos o fato de ser Kasinski. O que me deixava inseguro era muito mais a minha habilidade como piloto do que as possibilidades que a moto me oferecia. Honestamente, estava ansioso para acordar no dia seguinte e ver como eu chegaria ao trabalho, como seria o percurso e como me comportaria na pista irregular entre Itapuã e Vilas do Atlântico. Minha maior preocupação era se eu chegaria no trabalho muito cansado.
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